Eduardo Mano – Esperança

Postado em Música em Dezembro 1, 2009 por lucassouza
Olá gente!
Eduardo Mano, meu amigo carioca de já uma longa data, disponibilizou no blog dele um EP que vale a pena ser baixado e ouvido, além de vir com cifras, arte e wallpapers. Muito legal! Espero que abençoe a vida de vocês assim como abençoou a minha.
Abraços!
Lucas

Todos juntos por Você (versão final)

Postado em Penso, logo escrevo em Outubro 29, 2009 por lucassouza

Antes de qualquer coisa, gostaríamos de agradecer a todos que contribuíram (foram quase 300 frases!) de forma tão incrível e criativa. Vocês são demais! Espero que a música fique à altura da disposição de vocês.

Infelizmente não dava para incluir é frase de todo mundo, senão seria uma cantata, e não uma música. Então não fique chateado se a sua frase não foi escolhida, por favor! O critério que utilizei foi casado com a idéia de melodia que já tenho na cabeça, então não tinha como vocês adivinharem não é? Mais uma vez, obrigado a todos! Isso mostra que mesmo separados fisicamente, de fato estamos juntos por Ele.

A ponte e a estrofe finais, que não tem referência a nenhum autor, foram feitas por mim, Lucas.

De qualquer forma, comente!

TODOS JUNTOS POR VOCÊ

Todos juntos por você (@lucassouzabanda)
Uma voz e um coração (@MarcoA_)
Anunciando seu amor (@rikg12)
A união nos faz crescer (Bárbara)

Todos juntos por um só (@souzalucio)
Proclamando a salvação (@eduardomano e @_Soleil_ – Bruna)
Rei da paz, Rei da Graça (Hugo Gross)
A esperança é a nossa voz (Renata Tottola)

Todos juntos pra dizer (@lucassouzabanda)
Nosso redentor venceu (Flávia Junta)
Soberano é esse amor (Valdemar Damasceno)
Que na cruz nos fez viver (@victorvieira247)

Você nasceu pra viver nossa humanidade
E então morreu, ressuscitando a liberdade
Seu nome brilha mais que o sol
Brilha mais que o sol

Maranata, Maranata
Jesus nos conjugou
E o verbo é o amor

Todos juntos por Você (atualizado!)

Postado em Penso, logo escrevo em Outubro 23, 2009 por lucassouza

Todos juntos

Olá gente!

Nesse final de ano tivemos a idéia de fazer uma música em parceria com as pessoas que curtem nosso trabalho. Dessa forma, você também pode participar. A idéia é que cada um colabore com uma ou mais frases, de forma que no final nós possamos montar uma letra completa. Você pode ir postando nos comentários, logo abaixo, as frases e idéias que tiver, e nós iremos selecionar as que acharmos melhor.

Depois dessa primeira etapa de montar a letra eu, Lucas, vou criar a melodia, gravar com a banda na mesma qualidade de um CD normal, ou seja, a faixa será mixada e masterizada, e depois será disponibilizada para download aqui mesmo no Blog.
Vocês topam esse desafio? rsrsrs.

O Título da música vocês já sabem, será “Todos juntos por você”, e a primeira frase também. Continuem.

Agora já temos a primeira estrofe completa, e o início da segunda. Continuem postando! Vejam:

Primeira estrofe:

Todos juntos por você (@lucassouzabanda)
Uma voz e um coração (@MarcoA_)
Anunciando seu amor (@rikh12)
A união nos faz crescer (Barbara – sem identificação – Identifique-se)

Todos juntos por um só (@souzalucio)
Proclamando salvação (@eduardomano)
Rei da Paz, Rei da Graça (@_hgross)
A esperança é a nossa voz (Renata Tottola)

Todos juntos pra dizer (@lucassouzabanda)
E continua…
No amor daquele que nos deu muita criatividade,

Lucas Souza + Banda + Vocês
26/10/2009

Enquete

Postado em Farol Music em Outubro 21, 2009 por lucassouza

Podcast irmaos.com – Sobre Teologia da Prosperidade

Postado em Penso, logo escrevo em Outubro 14, 2009 por lucassouza

Oi gente,

Conheci um site muito bacana, o www.irmaos.com, e o último post deles é um estudo bem interessante acerca da Teologia da Prosperidade. Valeu MUITO a pena ouvir, comentar e participar. Divulgue!

Link para o podcast deles:
http://www.irmaos.com/podcast/index.php?id=3131

O X da questão é: a questão em si

Postado em Penso, logo escrevo em Outubro 1, 2009 por lucassouza

Quero publicar novamente um texto que postei aqui há quase três anos. Mais do que nunca, tem tudo a ver com o momento atual. Aguardo os comentários de vocês. Abraços. Lucas.

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Ninguém suporta mais meias-verdades. Todo mundo no mundo todo está procurando respostas, e não é qualquer resposta que vai satisfazer a alma de qualquer um. Não existe mais aquela ingenuidade em respeito à “boa-religião”, onde o sujeito aceitava toda sentença que saia da boca de um sacrossanto homem. Não mais. Agora as pessoas perguntam: Por quê? Fica claro que no momento mais questionador da história da humanidade em relação ao trinômio mundo-Deus-eternidade, todos querem saber apenas o que é a verdade, e nada além ou aquém desta real verdade.

E qual será a resposta que estamos dando às incertezas dos nossos semelhantes? Em absoluto, ando muito inquieto a respeito disso.Tenho sérias dificuldades ao tentar não me irritar quando ouço uma pregação, ou até mesmo um diálogo entre cristãos onde as respostas às questões pertinentes à alma humana não passam de meras receitas religiosas e ocas da insistente cozinha do apagão de energia racional.Usando de mandingas-pseudo-cristãs, as respostas caem sempre no lugar comum do escambo, onde a mentalidade retroage aos tempos da pré-colonização, como fossemos nós ainda índios interessados em objetos sem valor, e Deus o colonizador/usurpador de nossas almas.

Estaria o nosso Deus realmente interessado em brincar desse jogo pueril com os homens, ao receber favores humanos em troca de bênçãos divinas? Ou então estaria procurando adoradores pela terra afora (como realmente está!) a fim de galardoar esses “verdadeiros adoradores de motivações dúbias” com riquezas e bens? Porque essa é a linha teológica de engano que está sendo ensinada em boa parte dos nossos púlpitos hoje. É essa teologia tão sem fundamento na verdade e tão simples de ser explicada à medida que se baseia no principio de causa e efeito das coisas, que o povo, que perece hoje por falta de entendimento da Verdade, abraça esse ensino de braços abertos. É basicamente assim que se entende: “Se eu faço coisas boas, coisas boas acontecem comigo. Se o perverso faz coisas más, ou seja, o outro que não sou eu (porque ele não cogita de forma alguma que seja possível fazer o mal ele mesmo), então coisas más acontecerão com o perverso, mas não comigo”.

Lembro de um culto onde ouvi uma pregação onde tudo se resumia em princípios de causa e efeito, como esse: “Se você orar irmão, o seu filho vai orar. Se você buscar ao Senhor, o seu filho também vai buscar. Se você tiver sede por Deus, o seu filho também terá”. Não foi a primeira vez que ouvi coisas do tipo, e pelo visto nem a última. E tudo isso é falado sem nenhum respaldo bíblico ou histórico, na cara-de-pau e sem constrangimento. Afinal, quantos homens dedicados, que serviram a Cristo fiel e piedosamente, sofreram por seus familiares que negaram a fé e se afastaram da Verdade? Quantas mulheres de oração morreram sem jamais terem visto seus maridos e filhos arrependidos diante da Cruz?

É esse o pseudo-evangelho que tem sido pregado pela maioria, onde não existe a Graça. Eles a deixam de fora, porque a Graça não é uma matemática religiosamente exata, onde tudo se consegue na medida numérica das “boas ações”. A Graça jamais será baseada em justiça própria, como se nossos atos bons merecessem grandes recompensas. Também não servirá à justiça humana, destruindo aos perversos por serem eles praticantes de obras más. A Graça é, em si, um favor imerecido. E se você prestar a atenção real nos exemplos bíblicos e não apenas olhando para a Palavra com a ótica das profetadas que apenas massageiam o ego do pecador, verá que em boa parte das vezes, a Graça se manifesta em meio à des-graça humana.

E porque a moda hoje então é dar respostas fáceis? 1. Porque não se quer reconhecer que em Deus convergem todas as coisas, tanto as boas quanto as ruins (Colossenses 1:16-17). 2. Porque é avidamente doído aceitar que muitas vezes nós teremos que conviver com nossas próprias chagas, simplesmente porque a Graça da revelação de Cristo por nós e em nós nos basta (II Coríntios 12:9). 3. Porque é inaceitável hoje o evangelho que sente prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estamos fracos, então, somos fortes. Quando estamos pobres, então, somos ricos. Quando estamos mortos, então, realmente vivemos (II Coríntios 12:10).

Sei que meus argumentos são refutados pelos “pastores” que atraem para si milhares de ovelhas, dizendo que os campos estão verdejantes, e que tem comida para todos quando, na verdade, os campos do entendimento estão mortos e os mananciais secaram. Onde se alimentarão as ovelhas que acreditaram no papo-furado das bênçãos fast-food e das promessas de alegria eterna instantânea?

É fato que acreditamos que a Bíblia é a BASE para qualquer resposta. Mas do que é feito o EDIFÍCIO que construímos para o mundo ver? Contextualizados com este mundo velocíssimo, o que será que estamos mostrando para nossos irmãos-humanos que ainda não viram a face verdadeira do amor? Não sendo apenas uma resposta preguiçosa de causa e efeito, que apenas levará a humanidade para um buraco mais fundo de frustração, mostremos ao mundo a Graça de Jesus, e os argumentos verdadeiros da VERDADE.

A VERDADE é que os argumentos saudáveis não se baseiam num jogo de figurinhas com o Criador.
A VERDADE é que nossos atos de justiça, nossas orações e boas ações fazem um bem real apenas a nós mesmo, e não a Deus.
A VERDADE é que apenas o Senhor é o dono da VERDADE, e não podemos usar de meias-verdades para angariar popularidade pessoal.

Embevecido pelo alto favor imerecido de cada dia, que me liberta da minha des-graça pessoal,

Lucas Souza
28/02/2007

Datas em aberto

Postado em Farol Music em Setembro 28, 2009 por lucassouza

Olá a todos

Temos algumas datas em aberto ainda para esse ano. Como tivemos alguns cancelamentos (um por causa de gripe suína, e outro por causa do alvará do local onde seria o evento), estamos publicando as datas que temos em aberto. Recebemos vários convites para essas datas, mas como já tínhamos eventos agendados não pudemos aceitá-los. Caso você queira organizar algum evento conosco em uma das datas disponíveis abaixo, favor escrever para contato@lucassouza.com.br ou ligar para 27 8151-2840 / 4141-2032.

As datas são:

OUTUBRO (final de semana dos dias 16 e 17)
NOVEMBRO  (final de semana de 20 e 21 e final de semana dos dias 27 e 28)
DEZEMBRO (mês ainda em aberto, mas com alguns convites em andamento).
Aguardo o retorno dos que tiverem real interesse em um evento com Lucas Souza Banda.
Em Cristo,


Renata Tottola

www.lucassouza.com.br
www.farolmusic.com
27 8151-2840
27 4141-2032
contato@lucassouza.com.br

Surpreendido pela alegria

Postado em Penso, logo escrevo em Setembro 20, 2009 por lucassouza

surpreendido_alegria

Há uns meses atrás li este livro incrível: “Surpreendido pela alegria”, de C. S. Lewis. O livro é uma autobiografia da juventude do autor, que nos conta como tentou fugir do evangelho, de como foi da idéia de ateísmo até render-se a Cristo por completo, tudo sempre circundado pela Graça e pela Alegria. Gostaria de compartilhar um pequeno trecho com vocês e animá-los a comprar o livro porque vale muito à pena a leitura. Abraços. Lucas.
“No início de 1926, o mais empedernido dos ateus que jamais conheci sentou-se  no meu quarto e, contra tudo o que eu dele esperava, observou que os indícios da historicidade dos Evangelhos eram de fato surpreendentemente bons. “Coisa esquisita”, continuou. “Toda aquela história de Frazer sobre o Deus que morre. Coisa esquisita. Chega até a parecer que aquilo realmente aconteceu”. Para entender o impacto explosivo disso, o leitor precisaria conhecer o homem (que certamente desde então jamais demonstrou qualquer interesse pelo cristianismo). Se ele, o cético dos céticos, o durão dos durões, não estava – como eu ainda o diria – “seguro”, então a que é que eu poderia recorrer? Será que não havia mesmo uma saída?.
O esquisito era que, antes de Deus fechar o cerco sobre mim, foi-me oferecido aquilo que hoje me parece um momento de escolha absolutamente livre. Em certo sentido. Eu subia a colina Headington no andar superior de um ônibus. Sem palavras e (acho eu) quase sem imagens, uma verdade sobre mim mesmo me foi de algum modo apresentada. Tomei ciência de que vinha mantendo algo a distância, ou isolando esse algo lá fora. Ou – se o leitor preferir – que estava usando uma roupa justa demais, como um colete fisioterápico, ou mesmo uma carapaça, como se eu fosse uma lagosta.
Senti, ali e então, que me era dada a possibilidade de escolha. Eu podia abrir a porta ou deixá-la trancada; podia tirar a carapaça ou conservá-la. Nenhuma das alternativas me era apresentada como dever; nenhuma delas trazia embutida nem ameaça nem promessa, embora eu soubesse que abrir a porta ou tirar o colete significava o incerto. A escolha parecia ponderosa, mas era também estranhamente desprovida de emoção. Não eram desejos nem medos que me motivaram. Em certo sentido, nada me motivava. Escolhi abrir, tirar a carapaça, afrouxar as rédeas. Digo “escolhi”, mas não me parecia realmente possível fazer o contrário.”

Há alguns anos atrás li este livro incrível: “Surpreendido pela alegria”, de C. S. Lewis. O livro é uma autobiografia da juventude do autor, que nos conta como tentou fugir do evangelho, de como foi da idéia de um certo ateísmo até render-se a Cristo por completo, tudo sempre circundado pela Graça e pela Alegria – e que definição profunda de alegria é a que o Lewis nos traz. Gostaria de compartilhar um pequeno trecho com vocês e animá-los a comprar o livro porque vale muito à pena a leitura. Abraços. Lucas.

“No início de 1926, o mais empedernido dos ateus que jamais conheci sentou-se  no meu quarto e, contra tudo o que eu dele esperava, observou que os indícios da historicidade dos Evangelhos eram de fato surpreendentemente bons. “Coisa esquisita”, continuou. “Toda aquela história de Frazer sobre o Deus que morre. Coisa esquisita. Chega até a parecer que aquilo realmente aconteceu”. Para entender o impacto explosivo disso, o leitor precisaria conhecer o homem (que certamente desde então jamais demonstrou qualquer interesse pelo cristianismo). Se ele, o cético dos céticos, o durão dos durões, não estava – como eu ainda o diria – “seguro”, então a que é que eu poderia recorrer? Será que não havia mesmo uma saída?.

O esquisito era que, antes de Deus fechar o cerco sobre mim, foi-me oferecido aquilo que hoje me parece um momento de escolha absolutamente livre. Em certo sentido. Eu subia a colina Headington no andar superior de um ônibus. Sem palavras e (acho eu) quase sem imagens, uma verdade sobre mim mesmo me foi de algum modo apresentada. Tomei ciência de que vinha mantendo algo a distância, ou isolando esse algo lá fora. Ou – se o leitor preferir – que estava usando uma roupa justa demais, como um colete fisioterápico, ou mesmo uma carapaça, como se eu fosse uma lagosta.

Senti, ali e então, que me era dada a possibilidade de escolha. Eu podia abrir a porta ou deixá-la trancada; podia tirar a carapaça ou conservá-la. Nenhuma das alternativas me era apresentada como dever; nenhuma delas trazia embutida nem ameaça nem promessa, embora eu soubesse que abrir a porta ou tirar o colete significava o incerto. A escolha parecia ponderosa, mas era também estranhamente desprovida de emoção. Não eram desejos nem medos que me motivaram. Em certo sentido, nada me motivava. Escolhi abrir, tirar a carapaça, afrouxar as rédeas. Digo “escolhi”, mas não me parecia realmente possível fazer o contrário.”

Sim, eu acredito

Postado em Penso, logo escrevo em Setembro 13, 2009 por lucassouza
Acredito na beleza do evangelho, a mesma que é refletida em nós pela pureza do sangue de Jesus, que me lava de todo pecado, que me permite caminhar diante do Rei, mesmo no dia da angústia, mesmo na hora do desassossego, posto a vida não ser feita só de meios-dias ensolarados, mas também de meias-noites tempestuosas, soturnas.
Acredito nas ternas misericórdias, que também são eternas e atemporais, e que se estabelecem em mim a cada vez que clamo por socorro e Ele me estende a mão, e também no dia da dor, e no dia da incompreensão, quando não entendo o motivo das coisas e mesmo assim me submeto à vontade de quem entende e sabe e vê e ama mais e melhor do que eu.
Acredito na Graça como o bem maior que herdei do Cristo, que não é negociável nem tem valor de mercado, mas que fundamenta a bondade definitiva e estende ao mundo a opção de um novo dia. A Graça que ebuliu em Jó, transbordou em Jesus e agora lava os meus pés para que eu possa andar em temor e tremor à sombra de seu cuidado, arfante ao seu contato.
Acredito na regeneração das relações, dos olhos que se procuram na ânsia do resfolegar do amor e na infante ingenuidade que isso me propõe, mesmo levando a perspicácia ao lado, mesmo sabendo ser humano o casco, crendo valer a pena arriscar-se numa amizade que pode mudar o mundo, mesmo sendo este pequeno mundo limitado à minha visão.

Sobretudo acredito no Cristo como a esperança rediviva, a dia perfeito interminável, a cura dos ossos carcomidos pelos anos de infâmia e ultrajes, a segurança indescritível na voz que nos faz acordar, sacudir a poeira e recomeçar, que nos dão força na sofreguidão e no inimaginável, e a hecatombe que não sucumbe, a justa claridão,

o lusco-fusco, a própria paz.

Lucas
13/09/2009
Sim, eu acredito

Sim, eu acredito

Acredito na beleza do evangelho, a mesma que é refletida em nós pela pureza do sangue de Jesus, que me lava de todo pecado, que me permite caminhar diante do Rei, mesmo no dia da angústia, mesmo na hora do desassossego, posto a vida não ser feita só de meios-dias ensolarados, mas também de meias-noites tempestuosas, soturnas.

Acredito nas ternas misericórdias, que também são eternas e atemporais, e que se estabelecem em mim a cada vez que clamo por socorro e Ele me estende a mão, e também no dia da dor, e no dia da incompreensão, quando não entendo o motivo das coisas e mesmo assim me submeto à vontade de quem entende e sabe e vê e ama mais e melhor do que eu.

Acredito na Graça como o bem maior que herdei do Cristo, que não é negociável nem tem valor de mercado, mas que fundamenta a bondade definitiva e estende ao mundo a opção de um novo dia. A Graça que ebuliu em Jó, transbordou em Jesus e agora lava os meus pés para que eu possa andar em temor e tremor à sombra de seu cuidado, arfante ao seu contato.

Acredito na regeneração das relações, dos olhos que se procuram na ânsia do resfolegar do amor e na infante ingenuidade que isso me propõe, mesmo levando a perspicácia ao lado, mesmo sabendo ser humano o casco, crendo valer a pena arriscar-se numa amizade que pode mudar o mundo, mesmo sendo este pequeno mundo limitado à minha visão.

Sobretudo acredito no Cristo como a esperança rediviva, a dia perfeito interminável, a cura dos ossos carcomidos pelos anos de infâmia e ultrajes, a segurança indescritível na voz que nos faz acordar, sacudir a poeira e recomeçar, que nos dão força na sofreguidão e no inimaginável, e a hecatombe que não sucumbe, a justa claridão, o lusco-fusco, a própria paz.

Lucas

13/09/2009, 03:44 am

Morris Cerullo, ainda vives?

Postado em Penso, logo escrevo em Setembro 11, 2009 por lucassouza
Estava vendo uns vídeos no Youtube, quando me deparei com um vídeo do programa do Sr. Silas Malafaia, que andou importando um gringo bom de lábia, das antigas, chamado Morris Cerullo, que pensei já ter morrido há tempos, para turbinar as finanças de seu caríssimo programa. Digo caríssimo já que metade do tempo ele passa pedindo dinheiro e a outra metade descendo a lenha nuns personagens, algumas vezes com razão é fato, mas razão até um jumento tem nas suas queixas, e ter razão nem sempre pode ser a razão, não é mesmo?
O fato é que nunca usei esse blog para expor minha indignação abertamente, citando nomes, mas não posso deixar de me posicionar agora que a coisa chegou ao cúmulo do tragicômico absurdo no teatro desses que se dizem evangélicos. Cansei de dizer “sou evangélico” e ter que ser associado a esses senhores da lei, que andam curvados não pelo cansaço da idade ou pelo árduo trabalho de uma vida, mas pelos bolsos entupidos de moedas de ouro, tais quais as de Judas, pobre coitado, que pediu tão pouco. Fosse Jesus nascido nesse nosso século, um desses espertalhões o teriam vendido por no mínimo alguns bilhões de dólares, sem declarar, é claro, lavando tudo “santamente” no caixa 2 da santíssima igreja com i minúsculo. Como não quero ser associado a eles, mesmo que às vezes o seja pelo suposto vínculo de fé, quero deixar aqui bem clara a minha posição. Não tenho parte com estes tais!
Há uns 13 anos atrás, calculo eu, talvez 14, estávamos no Rio de Janeiro, no Rio Centro, participando de uma conferência da Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno, a mesma freqüentávamos anualmente pelo fato de passarem por lá pessoas que considerávamos dignas de serem ouvidas. Havia lá a conferência principal, para os adultos, e a secundária, para os jovens, onde tocavam ministros como Carlinhos Felix e Fernanda Brum, que não era nem um pouco conhecida naquele tempo, porém desde então muito simpática, dentre outros ministros. Aos meus olhos de adolescente, o encontrão de jovens era demais, animadíssimo, não perdíamos nenhum. Entretanto, certo dia, após acabar cedo a programação, segui para a reunião dos adultos, onde o chamado culto perdurava, para encontrar com meus pais. E sobre o palco estava esse tal senhor, o Morris Cerullo. Lá ele fazia o mesmo que faz no vídeo abaixo exposto, e havia multidões indo à frente com cifras inacreditáveis. Até eu que não tinha um tostão furado me senti pressionado ao ver irem à frente, em fila indiana, primeiro os que dariam 100 mil, depois os que dariam 50 mil, depois os que dariam 25, e 10 e 5, até que vi minha mãe fazer um cheque de R$1.500,00 reais e perguntei pra mim mesmo,“Você está ficando louca? Não vê que esse homem está roubando todo mundo aqui com esse papo de prosperidade?”, e pra ela eu disse, “mãe, não acredito que você vai dar esse cheque! Você acredita mesmo nisso?”, e até hoje não acredito que ela deu o cheque, acreditando que Deus multiplicaria aquilo por um múltiplo de 100, conforme aquele senhor prometia, distorcendo uma quantidade inacreditável de textos bíblicos para arrancar alguns milhões naquela noite, dizendo que a prova do que ele dizia eram as mansões que ele tinha, o avião, os carros de luxo, por já tanto haver semeado. E o que faltou àquele povo entender era uma questão simples de lógica. Se qualquer um ali pregasse semanalmente tal absurdo, usurpando tamanha soma de dinheiro, qualquer um poderia ter o avião, a casa e o carro que quisesse. Outros anos depois conversei com minha amada mãe sobre este episódio, e rimos um riso triste ao lembrar daquele dia. Ela admitiu seu engano e eu reprisei minha certeza, minha real humanidade de saber ser absolutamente impossível negociar com a Graça de Jesus.
Sinceramente, poderia levar para a Bíblia, como já fiz em outros textos aqui, e mostrar que não existe barganha a ser feita com Deus. A história de Jó bastaria para prová-lo. Mas se não for isso o suficiente, use da lógica e do bom senso que Deus lhe deu: se todo pobre que já ofertou nessa nação tivesse recebido tudo que esses caras prometem, nós seríamos o país mais próspero do mundo, o primeiro a subir de uma pobreza completa para uma riqueza absoluta, tento em vista que em poucos outros lugares tem tanta gente pobre (e rica) dando dinheiro – de boa fé e também por pura ganância – para um bando de aproveitadores que usufruem do título de pastor – que ao invés de título deveria ser função, coisas que poucos fazem – em busca de construir seus impérios. E tudo em nome de Deus! Fico impressionado com a oratória desses senhores, com a coragem que tem em dizer que tudo isso é Vontade e Palavra, de como é enorme a sedução que estes argumentos proporcionam às massas ansiosas pela classe média.
Enfim, se Morris Cerullo é profeta, Jeremias esqueceu-se de onde enterrou sua “cueca”, e Israel não pôde saber de suas vergonhas. Quem ainda tem ouvidos, espero que consiga ouvir.
Cerullo, por favor, arrume as malas e volte pro lugar de onde vieste. Por lá, poucos ainda lhe dão ouvidos. E, se for possível, leve consigo a Mala que lhe convidou pra cá, por favor!
Indignado com as vozes que percorrem essa nação,
Lucas
11/09/2009
Clique AQUI e assista ao vídeo da “campanha”. Se tiver coragem, dê sua opinião. A minha eu já dei.
Para saber mais sobre a bíblia de 900 reais ou sobre os 900 reais da bíblia, acesse www.ministeriosilasmalafaia.com.br
Mala-dolares, a mala do Mala.

Mala-dolares, a mala do Mala.

Estava vendo umas coisas no Youtube, quando me deparei com um vídeo do programa do Sr. Silas Malafaia, que andou importando um gringo bom de lábia, das antigas, chamado Morris Cerullo, que pensei já ter morrido há tempos, para turbinar as finanças de seu caríssimo programa. Digo caríssimo já que metade do tempo ele passa pedindo dinheiro e a outra metade descendo a lenha nuns personagens, algumas vezes com razão é fato, mas razão até um jumento tem nas suas queixas, e ter razão nem sempre pode ser a razão, não é mesmo?

O fato é que nunca usei esse blog para expor minha indignação abertamente, citando nomes, mas não posso deixar de me posicionar agora que a coisa chegou ao cúmulo do tragicômico absurdo no teatro desses que se dizem evangélicos. Cansei de dizer “sou evangélico” e ter que ser associado a esses senhores da lei, que andam curvados não pelo cansaço da idade ou pelo árduo trabalho de uma vida, mas pelos bolsos entupidos de moedas de ouro, tais quais as de Judas, pobre coitado, que pediu tão pouco. Fosse Jesus nascido nesse nosso século, um desses espertalhões o teriam vendido por no mínimo alguns bilhões de dólares, sem declarar, é claro, lavando tudo “santamente” no caixa 2 da santíssima igreja com i minúsculo. Como não quero ser associado a eles, mesmo que às vezes o seja pelo suposto vínculo de fé, quero deixar aqui bem clara a minha posição. Não tenho parte com estes tais!

Há uns 13 anos atrás, calculo eu, talvez 14, estávamos no Rio de Janeiro, no Rio Centro, participando de uma conferência da Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno, a mesma freqüentávamos anualmente pelo fato de passarem por lá pessoas que considerávamos dignas de serem ouvidas. Havia lá a conferência principal, para os adultos, e a secundária, para os jovens, onde tocavam ministros como Carlinhos Felix e Fernanda Brum, que não era nem um pouco conhecida naquele tempo, porém desde então muito simpática, dentre outros ministros. Aos meus olhos de adolescente, o encontrão de jovens era demais, animadíssimo, não perdíamos nenhum. Entretanto, certo dia, após acabar cedo a programação, segui para a reunião dos adultos, onde o chamado culto perdurava, para encontrar com meus pais. E sobre o palco estava esse tal senhor, o Morris Cerullo. Lá ele fazia o mesmo que faz no vídeo abaixo exposto, e havia multidões indo à frente com cifras inacreditáveis. Até eu que não tinha um tostão furado me senti pressionado ao ver irem à frente, em fila indiana, primeiro os que dariam 100 mil, depois os que dariam 50 mil, depois os que dariam 25, e 10 e 5, até que vi minha mãe fazer um cheque de R$1.500,00 reais e perguntei pra mim mesmo,“Você está ficando louca? Não vê que esse homem está roubando todo mundo aqui com esse papo de prosperidade?”, e pra ela eu disse, “mãe, não acredito que você vai dar esse cheque! Você acredita mesmo nisso?”, e até hoje não acredito que ela deu o cheque, acreditando que Deus multiplicaria aquilo por um múltiplo de 100, conforme aquele senhor prometia, distorcendo uma quantidade inacreditável de textos bíblicos para arrancar alguns milhões naquela noite, dizendo que a prova do que ele dizia eram as mansões que ele tinha, o avião, os carros de luxo, por já tanto haver semeado. E o que faltou àquele povo entender era uma questão simples de lógica. Se qualquer um ali pregasse semanalmente tal absurdo, usurpando tamanha soma de dinheiro, qualquer um poderia ter o avião, a casa e o carro que quisesse. Outros anos depois conversei com minha amada mãe sobre este episódio, e rimos um riso triste ao lembrar daquele dia. Ela admitiu seu engano e eu reprisei minha certeza, minha real humanidade de saber ser absolutamente impossível negociar com a Graça de Jesus.

Sinceramente, poderia levar para a Bíblia, como já fiz em outros textos aqui, e mostrar que não existe barganha a ser feita com Deus. A história de Jó bastaria para prová-lo. Mas se não for isso o suficiente, use da lógica e do bom senso que Deus lhe deu: se todo pobre que já ofertou nessa nação tivesse recebido tudo que esses caras prometem, nós seríamos o país mais próspero do mundo, o primeiro a subir de uma pobreza completa para uma riqueza absoluta, tento em vista que em poucos outros lugares tem tanta gente pobre (e rica) dando dinheiro – de boa fé e também por pura ganância – para um bando de aproveitadores que usufruem do título de pastor – que ao invés de título deveria ser função, coisas que poucos fazem – em busca de construir seus impérios. E tudo em nome de Deus! Fico impressionado com a oratória desses senhores, com a coragem que tem em dizer que tudo isso é Vontade e Palavra, de como é enorme a sedução que estes argumentos proporcionam às massas ansiosas pela classe média.

Enfim, se Morris Cerullo é profeta, Jeremias esqueceu-se de onde enterrou sua “cueca”, e Israel não pôde saber de suas vergonhas. Quem ainda tem ouvidos, espero que consiga ouvir.

Cerullo, por favor, arrume as malas e volte pro lugar de onde vieste. Por lá, poucos ainda lhe dão ouvidos. E, se for possível, leve consigo a Mala que lhe convidou pra cá, faça-me o favor!

Indignado com as vozes de ganância que percorrem essa nação – e sem medo algum de perder a “cabeça”,

Lucas

11/09/2009

Assista ao vídeo da “campanha”. Se tiver coragem, dê sua opinião. A minha eu já dei.

Para saber mais sobre a bíblia de 900 reais ou sobre os 900 reais da bíblia, acesse www.ministeriosilasmalafaia.com.br

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