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O site e o blog se abraçaram…

Postado em Penso, logo escrevo às Abril 1, 2008 por lucassouza

Olá gente,

desde o início de fevereiro que não publicamos nada por aqui, mas isso vai mudar. Aconteceu uma coisa inusitada, o blog e o site se enamoraram, resolveram se casar e o filho deles que nasceu é isso que você está vendo agora, um versão híbrida do que era com o que deixou de ser, um blogsite.

Vai ficar mais fácil pra atualizar e manter todo mundo informado. Se você clicar ai do lado, encontrará nossa agenda, contatos, tudo como tinha no site antigo, menos as músicas para ouvir. Caso você queira ouvir, ouça em www.myspace.com/lucassouza ou compre o CD em www.farolmusic.com.

Nossa proposta é deixar isso aqui mais movimentado, mais vivo.

Em breve novidades.

Abraços,

Lucas Souza (em nome da Banda)

O fio que Ele rompeu

Postado em Penso, logo escrevo às Fevereiro 4, 2008 por lucassouza
Foto tirada por Renata, na casa do Dinho, no último dia em que estivemos juntos, em 07 de novembro de 2007.

A gente planejava passar alguns dias em Bonito. Sempre falavamos de Bonito, e dessa vez acreditávamos que seria possível ir alguns dias por lá, nós quatro, para descansarmos, eu, a Renata, o Liver e a Ana Paula. Afinal, seria a quarta vez em menos de um ano que vínhamos para o Mato Grosso do Sul, e não era possível que fossemos passar mais essa vez sem ver aquelas águas. E passamos, ou melhor, estamos passando sem vê-las. E vê-las agora já tornou-se uma coisa estranha, quase incoerente para mim.

Meu estômago embrulha só de pensar, minha cabeça gira e lateja ante à idéia de ir àquele lugar sem nossos amigos. Talvez quem sabe no futuro nós possamos ir a Bonito em memória deles, mas pensar nisso agora é como percorrer no escuro uma estrada sinuosa, é absurdamente sufocante, e é como se tivessem dado um nó exageradamente forte na artéria principal do meu coração.

Eu e Liver nos identificávamos em muitas coisas, mas confesso que de início pensei que não. A primeira impressão que tive dele, apesar de não ter tardado em mudar, foi a de ser alguém que se assemelhava ao tipo que eu mais abominava e, contudo, eram os que mais se aproximavam de mim naquele início de 2007, quando eu já havia decidido distanciar completamente daqueles que pensam levar Deus na barriga, altivos e manipuladores como um Don Corleone da fé, dos que acreditam ouvir a voz de “deus” qual um ruido estranho e desordenado de um estômago atacado de gastrite. O meu grito era e é “deixem-me em paz!”, mas esse grito não servia para o Liver, de forma alguma.

Confesso que ser meu amigo não é das tarefas mais fáceis, e eu ser amigo de alguém é mais difícil ainda. Não por alguma forma obtusa de preciosismo, mas simplesmente porque sou chato. Prematuramente chato e desconfiado.

Mas o Liver conseguiu romper minha couraça.

Sérgio nos apresentou e como falei, de cara não fui muito com ele. Mas bastou-nos um dia juntos, quando fiquei hospedado na casa de seus pais em Rio Brilhante, para que o meu juizo prematuro se tornasse um grande constrangimento ao meu radar anti-demagogos. Afinal o Liver não era nada do que eu pensava, mas era na verdade muito melhor que eu, com muito menos ferimentos de guerra que eu, e mais, muitos mais corajoso e esperançoso que eu.

Nós nos identificamos nos sonhos, que se assemelhavam nas diferenças geográficas e em carácter de função, e eram por demasiado semelhantes no sentimento. Nós nos identificamos numa grande esperança pelo Reino e até mesmo em algumas paixões terrenas, como o fato de torcermos pelo mesmo time ou por gostarmos muito de ler e de tomar um sorvete inconveniente no meio da tarde.

Eu lembro hoje das muitas risadas que demos, ouvindo as histórias que Sérgio nos contava nas viagens curtas que fizemos juntos. Uma para Dourados, outra para Campo Grande. Lembro também da nossa despedida em Rio Brilhante, quando ele me deu de presente uma camiseta oficial do São Paulo, e do ultimo dia que passamos juntos, em novembro, aqui na mesma casa onde estou, olhando para a mesma piscina onde nadamos e jogamos volei, e onde esperamos agora angustiados por seu enterro que será amanhã.

Ainda havia esperança que ele se recuperasse do acidente de carro. Todas as notícias que recebi eram otimistas, falando da sua reação forte, até que ontem fomos abalados pela notícia de uma parada-cardíaca inesperada que havia piorado o quadro todo, e depois pela ultima notícia que recebemos hoje após o almoço, a de que ele havia falecido na madrugada desse dia 03 de Fevereiro.

A minha primeira questão é, de que serve o otimismo diante da vontade de Deus? E o que pensar? E o que sentir? Afinal ainda estávamos todos abalados pela morte de Ana Paula, sua esposa, que havia sido enterrada domingo passado, vítima do mesmo acidente, grávida de 3 meses, e que até seu último momento de vida deu suporte ao Liver, enquanto ele estava preso às ferragens no banco da frente e urrava de dor, enquanto ela sentia suas forças indo embora e sua voz silenciando aos poucos por causa dos ferimentos.

O que dizer de Ana Paula, que foi sempre o braço direito de Liver em tudo, e se doava com ele por todas aquelas pessoas que pastoreavam, sendo muitas vezes acordados de madrugada, sem terem sequer tempo para os dois, onde pudessem descansar e renovar as forças? Mas conferências atrás de conferências, inúmeras reuniôes, discipulados, viagens missionárias, eles não pararam até o dia que a Ana descobriu que havia perdido o bebê da primeira tentativa deles, e foi quando então eles viram o quanto precisavam de um tempo de descanso.

Estávamos aqui quando vimos o quanto eles ficaram baqueados com a perda do bebê, o quanto foi sofrido pra eles essa recuperação. Mas passou, como tudo passa, e eles estavam novamente muito felizes porque a Ana Paula estava novamente grávida, e eles estavam se preparando para receber o filho quando tudo aconteceu.

Uma batida de carro inesperada, que lhes tirou a vida.

Eu estou aqui sentindo como o fio da vida é fino, mais fino que uma linha de costurar, que não consegue segurar uma pequena pipa no céu.

Estou aqui sentindo na pele como Deus faz o que quer, e que a vontade dele é tão soberana que sequer necessita de explicações e anúncios, que ela se faz por si só, independente da nossa vontade contra ou a favor.

Estou aqui sentindo que a morte de Liver e Ana Paula mais uma vez joga por terra toda a teologia nojenta dos papas evangélicos, baseada em merecimento e em negociatas com Deus. Eles confundem Deus com a imagem daquele homem vestido de terno branco, com o cabelo cheio de brilhantina, habitante das esquinas e que adora negociar com os homens, sem nunca perder nada. Aquele homem que caiu do céu e anda grande na terra, que engana a muitos com sua aparência divina e seus argumetos maquiados cor-de-anjo.

Estou aqui imaginando o tamanho do sofrimento da família de Liver e Ana Paula, e gostaria de pedir a você que está lendo esse texto que orasse ao Senhor para que Ele envie consolo a todos que sofrem agora com a saudade e a lacuna dos dois.

Agradeço a Deus pela oportunidade de ter conhecido e estado perto de pessoas tão significativas, e desejo que a lembrança boa desses meus amigos me ajude a tornar-me uma pessoa melhor.

Perplexo ante a realidade da dor da vida, que tanto costumo esquecer,

Lucas Souza
03.02.2008

O que você tem hoje é o que você precisa agora

Postado em Penso, logo escrevo às Outubro 30, 2007 por lucassouza

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O dia está maravilhoso, ao menos em todas as 3 cidades que já passei hoje, apesar do meu mau humor. Dormi menos de 5 horas essa noite, peguei 2 horas de estrada descendo a serra de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro, fiquei mais uma hora no engarrafamento na Linha Vermelha, e esperei por um vôo que por sorte só atrasou meia-hora.  

Mas o dia continua lindo, o céu continua azul, apesar do meu mau humor. E ai penso que se Deus servisse à minha vontade egoísta, automaticamente quando eu pisasse em Vitória o céu ficaria nublado, a temperatura cairia no mínimo 10 graus Celsius, uma brisa refrescante aliviaria meu calor exagerado, um funcionário da TAM pegaria minha bagagem sem que eu precisasse esperar, e me colocaria, por conta da companhia, num táxi que me levasse até em casa. Mas, as coisas não acontecem bem assim, mesmo eu sendo um filho de Deus.
  
 
Descobri desde bem cedo que Ele não está aí para me mimar. Descobri também, aos 10 anos de idade, quando fui obrigado por minha mãe a ler a bíblia inteira – coisa que à época para mim era a obrigação mais pavorosa do mundo – que o sol nasce sobre justos e injustos. Descobri, vendo a vida, que a mesma chuvarada que alaga a casa de Dona Joana, irmã fiel e piedosa, presente em todas as reuniões de oração, é a mesma que alaga a casa da mãe-de-santo Sandra, dona de um terreiro de macumba.  Descobri também que Deus não ouvia minha oração, quando o São Paulo estava perdendo do Boca Juniors por 1 x 0 na decisão da Libertadores de 1990 e poucos, e a minha ingenuidade de garoto, à época, me levou a pensar que talvez fosse porque houvesse algum garoto argentino que orasse mais fervorosamente que eu, e por causa disso merecesse a vitória. Afinal, Deus torcia por quem? Ou ele não ligava tanto para um jogo de futebol como eu? 
 
Descobrir que Deus não tem time predileto, ou mesmo filho predileto, foi um passo importante na minha caminhada cristã. Compreender que Ele não faria parar a chuva para que eu pudesse pegar o ônibus da escola, também. E entender que o sol nasce para todos, só não sabe quem não quer, também.  

Incomoda-me e muito é ver gente grande, que não tem mais 10 anos de idade, pregando e cantando que Deus vai fazer isso e aquilo por mim porque “O meu Deus nunca falhará”, nessa sentença cheia de uma prepotência que pretende “ameaçar” Deus, avisando que se Ele deixar de fazer a nossa vontade egocêntrica Ele estará, então, falhando. Realmente, Deus não falhará, e ponto final. Mas eu já vi por ai que muita gente sabe juntar uma série de textos sem contextos para fazer jus a toda essa teologia-da-prosperidade-miserável que nada mais é do que uma produção interminável de sofrimento num mundo de não-satisfação e não-gratidão.  

E olha que tem muita gente que já está orando assim: 

“Pai meu que estás no céu,
Santificado seja o Teu nome.
Venha a mim o Teu Reino,
Mas não só o Teu Reino,
Pois quero que seja feita a minha vontade
Tanto na Terra como no céu.
O meu pão de cada dia dá-me hoje,
E também toda a sorte de bênçãos materiais
Para que eu possa fazer a Tua vontade nesta terra.
Porque eu sei que o meu Deus não falhará,
E mudará a minha sorte, amém.” 


É até bonitinho, afinal parece tanto com o original, não é mesmo? E serve também para aqueles mandingueiros de ponto de ônibus, que vão ficar bem satisfeitos em escrever esse pai-nosso moderno numa cédula de um real, para dar mais sorte ainda, mais bênção.

Mas o que digo é que quero viver satisfeito em Deus, independente dos argumentos atuais que tentam presunçosamente extorquir o Criador. Quantas mais oportunidades perdemos deixando passar o que está hoje diante de nós, simplesmente por almejar tanto o que não temos, esquecendo do que já nos foi dado? Quantas vezes declaramos ingratidão a quem mais deveríamos ser agradecidos, e ficamos implicantemente repetindo “sei que chegará minha vez” quando a nossa vez já chegou Em Cristo, e é o dia chamado hoje em Cristo? 

Eu preciso lembrar que o dia é lindo, sim, o dia é lindo, e o que eu não tenho hoje é porque realmente não preciso. O dia é lindo! O dia é lindo! Quero aproveitar cada momento de toda Criação de Deus e desfrutar dessa paz que não tem explicação, sem sofrer por nada que não preciso ter hoje, porque o meu Pai realmente sabe das coisas, eu sei que posso confiar nele, e isso faz do dia de hoje um dia mais lindo ainda.  

Na comunhão daquele que sabe do que precisamos melhor do que nós mesmos,


Lucas Souza
29/10/2007

A que ponto chegamos! E até onde vamos?

Postado em Penso, logo escrevo às Outubro 25, 2007 por lucassouza

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Não quero fazer parte da roda de vaidades dos que acham que um ministério é sustentado por promoção pessoal, marketing, mailing list ou qualquer outra forma de massificação e/ou manipulação. Um produto sim precisa desses apetrechos, mas um homem de verdade não. A não ser que seja um homem disposto a abrir mão de ser quem é, de seus gostos, sua ética, sua paz, sua sensatez, em troca por aceitabilidade, sucesso, reconhecimento e, é claro, money, muito money. 

Mas money a custo do que, companheiro? Sucesso a custo de que? Da própria alma, desbotada, prostituída, avariada? Da própria identidade negociada com algum capitalista de mercado fantasiado de apóstolo e que na verdade é nada mais nada menos que um supóstolo com cara de supositório? 

Cansei das máscaras, das fantasias, dos discursos que só funcionam diante dos flashes, nas entrevistas e nos palcos. Cansei dos demagogos da fé, que só são o que dizem ser publicamente. Conheço vários deles, e posso citar um que em seus discursos combate toda forma de secularismo na arte, dizendo até mesmo que em sua plena santidade não ouve música secular nem assiste a filmes violentos. Entretanto, seus amigos próximos sabem que ele adora ouvir um Pearl Jamzinho, um Rushzinho, um progressivozinho básico, e é fã numero um de Jogos Mortais. Afinal, a sua lei só vale para os outros, segundo a regra de seus labirintos psicopatológicos, onde escondido vale tudo, até mesmo publicar algumas hipocrisias maquiadas de sã-doutrina. 

Caro amigo, a que ponto chegamos! E até onde vamos? A sensação que me fica é que a coisa toda está tão corrompida que os homens perderam completamente a noção. Joselito tornou-se o grande filósofo dessa década e entramos na era do vale-tudo pelo todo ou pelo tão-pouco que lhe apeteça. O pensamento geral é: Do que vale andar corretamente? Do que vale padecer aqui embaixo se lá encima está tudo tão podre? Do que vale persistir em crer e prosseguir na Fé? 

Camarada, eu sei o quanto vale. Sei o valor de poder ser eu mesmo numa terra em que quase todos esqueceram seu próprio nome, mesmo que me custe ter menos, bem menos. Sei também que os que me detestam – e os que me detestam são os que mais me imitam – não entendem como pode um sujeito fazer o que faz e caminhar por onde caminha sem precisar negociar, transgredir e se sujeitar ao mecanismo absolutista do mercado. Sem precisar fazer agrados, sem precisar pedir para tocar, sem precisar fazer troca-troca de favores, simplesmente por entender que não poderá ser favorecido em verdade por ninguém que seja desta terra ou que possua a ganância como apelido.  

Eu peço a Deus coragem para continuar prosseguindo neste meu percurso, mesmo que sejam poucos os que tenham vontade de seguir ao meu lado. Peço também a você, leitor, que seja forte e não se renda, sinta-se tentado mas não arrastado, enfraquecido porém persistente, e almeje alcançar o foco divinamente escrito no seu coração, que se chama Verdade e brilha exuberante em meio às trevas dessa calamidade. 


Esse é apenas um escrito curto de desabafo, para dizer que eu não baixei a guarda e continuo vivo. Vivo e consciente de quem sou.  

No amor daquele que não se dobrou e venceu o assassínio dos argumentos mentirosos,  

Lucas Souza
25/10/2007

Boa coisa é comer!

Postado em Penso, logo escrevo às Outubro 24, 2007 por lucassouza

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Tudo bem, agora são 17h31min, e eu coloquei na cabeça que preciso escrever um texto em trinta minutos, nem mais nem menos. Portanto, tenho até as 18h01min para terminar. Afinal esse blog não pode ficar tão abandonado, desprezado, como um palito de picolé na praia, e eu também tenho muita coisa a fazer depois das 18h01min, o que faz com que eu não tenha tempo a perder. Pois então, do que falar? Hmmm… Deixe-me pensar… hmmmm… Oks, vamos falar de comida, porque a sabedoria da vida – e até mesmo da bíblia – nos ensina que esta é uma das melhores coisas a se fazer: comer. 
 
Tenho tido boas experiências na cozinha. Por exemplo, descobri que fazer um peixe empanado ao molho de alcaparras e limão siciliano (isso mesmo, aquele limão amarelo difícil de achar) pode se tornar uma refeição memorável. Se você for cozinhar apenas para duas pessoas – você mesmo e mais alguém – basta 500 gramas de peixe em filé, de preferência linguado ou robalo. Pegue o peixe e coloque espalhado numa tigela. Depois, numa panela, coloque 6 colheres de azeite, duas de vinho branco seco e uma folha de louro. Esquente até ferver (você vai saber que ferveu quando o vinho branco começar a incomodar o azeite de tal forma que ele se agite todo e suje seu fogão com inúmeros respingos irritadiços). Depois de fervido, deixe esfriar, e despeje sobre as postas de peixe. Deixe marinar por uma hora, virando as postas de tempos em tempos para que elas não se acomodem ao efeito relaxante do vinho. Pronto. Acabamos a primeira parte.

O segundo passo é pegar esse mesmo peixe e passar na farinha de trigo. Lembre-se que misturado juntamente à farinha de trigo deverá estar o sal, a pimenta do reino (não mistifique, por favor) e qualquer outro condimento que for do seu agrado. Passadas as postas na farinha de trigo, passe-as no ovo batido, na farinha de rosca e pronto, seu peixe estará empanado.
 Frite o peixe no óleo por 3 minutos cada lado, com o fogo baixo. Lembre-se, fogo baixo, e não mais que 3 minutos! A não ser que você queira comer um peixe-torrada, acompanhado de café, do jeitinho que agrada meu avô Waltir, que também gosta de coca-cola com farinha. Depois de frito, seque o peixe em papel-toalha e, em outra frigideira, passe-0 na manteiga e no alho. Lindo! Excelente! Agora você pode observar seu peixe pronto, e possivelmente seu coração se encherá de orgulho, e você pensará que é o melhor cozinheiro que já existiu! Mas, não se precipite! Prove primeiro, e veja se não exagerou no sal, porque se exagerou no sal meu caro, já era, você estará perdido, e se sentirá um reles mortal que se precipitou no precipício da cozinha. 

Bem, o próximo e último passo será o bem resumido molho, porque agora só me restam 2 minutos. Esprema um limão siciliano, adicione duas colheres bem fartas de alcaparras, adicione salsa picada a gosto e uma colherada de orégano. Despeje sobre o peixe observando o vapor que sobe, e admire-se do cheiro maravilhoso do seu prato. Enfim, divirta-se e deleite-se, porque boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção, como já disse Salomão.

Abraços!

Lucas Souza
23.10.2007 

Entrevista para a Rádio Vida FM - SP

Postado em Penso, logo escrevo às Outubro 17, 2007 por lucassouza

Olá gente,

faz tempo que não posto nada por aqui, e peço a compreensão de vocês que insistem em entrar aqui para ver um blog que está mudo. Perdão! Em breve pretendo publicar algumas coisas, mas por enquanto estou na fase de gerir o texto, e só depois que eles brotam.

É o seguinte. Dei uma entrevista para a Rádio Vida de São Paulo, que tem dado uma força enorme pra gente lá em Sampa, divulgando nosso trabalho. Quem quiser ler a entrevista, encontra-se abaixo. Quem quiser ver direto no site deles, basta clicar aqui em www.radiovidafm.com.br e ler. Se puderem, comentem a respeito, ou ao menos digam um oi.

No mais, desejo o melhor para vocês todos.

Eternamente agradecido pelas misericórdias de Cristo,
Lucas Souza

Rádio Vida: Olá Lucas. Comente pra gente sobre Doxologia. O que significa a palavra?
Lucas Souza: Doxologia significa palavras sobre a glória, ou palavras de glorificação a Deus Pai, a Deus Filho e a Deus Espírito Santo. Esse termo é usado até hoje por algumas igrejas nos momentos finais dos cultos, onde a Doxologia é entoada por toda a igreja para o encerramento da reunião. Um exemplo padrão de Doxologia seria dizer: “Glórias ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, amém”.

Rádio Vida: Conte-nos: como foi o processo de gravação do CD?
Lucas Souza: Esse CD era um projeto antigo nosso, porque já trabalhávamos nessa idéia desde 2003, quando começamos a ouvir alguns hinos em versões modernas entoados por líderes de adoração como Matt Redman, Chris Tomlin e David Crowder. Dessa forma, comecei a ver que era realmente possível recriar musicalmente esses hinos tão intensos e cheios de mensagens maravilhosas, e dessa forma edificar muita gente. Ministrávamos há bastante tempo esses hinos em nossa congregação, e gravá-los foi apenas um passo a mais. Em duas semanas, ensaiamos, produzimos e captamos o CD em uma noite apenas, no dia primeiro de julho.

Rádio Vida: Doxologia conta com sete canções, sendo seis hinos e uma composição sua. Como é o processo de composição?
Lucas Souza: Meu processo de composição varia bastante. Já fiz músicas de várias maneiras. Primeiro a letra depois a melodia, primeiro a melodia depois a letra, as duas coisas juntas, entre outras. Depende muito do momento e do objetivo. Algumas vezes, meu irmão, Lúcio Souza, que compõe maravilhosamente bem, me traz a música pronta e pede apenas para eu colocar a letra. É um processo completamente diferente, porque você precisa assimilar primeiro uma melodia que não é sua, para depois pensar no que falar, enfim, é um bom trabalho. Já a canção És o Rei que Vem, que é a única música de composição minha em Doxologia, foi criada de uma forma mais inusitada ainda. Estávamos tocando em Altamira, uma cidade bem pequena, no interior do Pará, no meio de floresta, e no culto da noite, num momento bem espontâneo, onde estávamos declarando nosso amor por Jesus, veio a música inteira. Foi uma grande experiência.

Rádio Vida: Você colocou seis hinos que marcaram inúmeras gerações em todo o mundo. Como foi a escolha do repertório?
Lucas Souza: Vamos falar faixa por faixa então. A número um, Fonte és Tu de Toda Bênção, e a número quatro, Vós Criaturas de Deus Pai, são versões de hinos que já foram gravadas por David Crowder, nos CDs do Passion. Fazia um bom tempo que tocávamos essas duas versões em nossos cultos, e foram as primeiras músicas a serem escolhidas. Tanto é que quem acompanha o trabalho do Crowder vai saber que gravamos os dois hinos bem parecidos com a versão dele, apesar de algumas mudanças pequenas. Já a faixa número dois, Antífona, e a número três, Santo, Santo, Santo, são hinos que foram escolhidos por último para entrar no CD, porque eram os únicos que ainda não tínhamos produzido. Fizemos questão de deixar as duas músicas com a cara do rock britânico atual, visto que as composições vêm do outro lado do continente e mereciam essa contextualização sonora com os dias atuais, para se tornar acessível a essa geração. A faixa número cinco, Eis o Amor, Vasto Oceano, foi uma versão que fiz de um hino gravado por Matt Redman ao qual me apaixonei. Não gravamos a versão dele, como fiz com o Crowder, mas reinventamos, e no final ainda incluí um refrão de minha autoria. A faixa número 6, És o Rei que Vem, é a única de minha autoria no CD, e fez parte do repertório por estar completamente alinhada com a proposta, tanto no referente à mensagem quanto à melodia. A última faixa, que também deu nome ao trabalho, é a Doxologia. É um dos hinos mais conhecidos do Cantor Cristão, possuindo inúmeras versões gravadas em todo o mundo. Foi esse hino que completou a idéia do CD, e deu sentido e direção a toda a mensagem. Afinal, nós vivemos para dar toda Glória a Ele. Somente a Ele.

Rádio Vida: O CD contou com a participação de Daniel Delvano, tocando Alfaia. Fale sobre essa participação.
Lucas Souza: Daniel é um grande amigo nosso, e inclusive estudou comigo há vários anos. Queríamos dar uma sonoridade mais medieval às faixas 1 e 5, e convidamos o Daniel para tocar a Alfaia. Para quem não sabe, a Alfaia faz parte da família do tambor, e possui um som muito característico. Aqui no Brasil, ela é usada nas músicas regionais do nordeste, o que difere bastante da nossa sonoridade. Entretanto, por ser um instrumento muito rico e versátil, contribuiu perfeitamente para somar com a bateria e compor essa mistura tão interessante.

Rádio Vida: Você foi um dos primeiros a usar a tecnologia SMD no CD. Como surgiu a idéia de fazer um CD dessa forma?
Lucas Souza: Surgiu com a sugestão de um amigo meu, o Eduardo Mano, que também é líder de adoração e faz um trabalho muito bom no Rio de Janeiro. Ele me apresentou o site do Portal SMD, onde havia todas as informações, e de cara, me decidi pelo formato diferenciado. Sem dúvida é uma forma incrível das pessoas terem acesso a esse nosso trabalho, visto que o preço é realmente imbatível.

Rádio Vida: Como funciona essa tecnologia SMD?
Lucas Souza: SMD é a sigla de Semi Metalic Disc. É uma tecnologia desenvolvida visando baratear os custos de produção, de forma a viabilizar um formato de disco mais barato e acessível, que possa concorrer com a pirataria. A bolacha do disco é semi metalizada, de forma que a área do disco, que não é utilizada, fica transparente, reduzindo os gastos de matéria prima, e consequentemente o preço final do produto. Algumas pessoas confundem, e acham que a tecnologia do SMD não permite pirataria, o que não é verdade. Na prática, um SMD é como um CD comum, toca em todos os sons normalmente e pode ser copiado também. O que difere na realidade é o preço. Espera-se que ao custar o mesmo valor de um CD pirata, as pessoas vão ter o bom senso de comprar a cópia original.

Rádio Vida: O que você acha sobre a pirataria? A tecnologia SMD foi uma forma de fugir dessa ilegalidade?
Lucas Souza: A pirataria é uma das bizarrices da sociedade moderna. O que mais me assusta é ver gente que se diz esclarecida manter na internet comunidades e sites que fazem apologia e divulgação de MP3 ilegais, sem pagar nada por isso a seus autores. O que falta no Brasil é uma legislação que iniba esse tipo de crime, porque nada mais é do que crime roubar e reproduzir o que não é seu por direito. Nos Estados Unidos, por exemplo, há menos de um mês uma mulher foi processada e teve que pagar mais de 400 mil dólares por ter distribuído ilegalmente 23 faixas de um CD pela internet. Até quando essa impunidade vai continuar em nosso país eu não sei, mas apelo para que cada um seja consciente dos seus atos e deixe de perpetuar essa forma criminosa de usufruir o que não é seu por direito. Um amigo meu veio me mostrar um site onde era possível baixar o Doxologia completo. Fala sério! A gente faz um CD a 5 reais para o sujeito ter condições de comprar o original, e ainda assim tem gente que tem a cara-de-pau de piratear. É difícil, não é? rs

Rádio Vida: rs Pra você, o que a Vida tem de bom?
Lucas Souza: Vou te responder em forma de poesia, tudo bem? Segue o soneto:

A Vida tem de bom a própria Vida
Que corre como o mar sobre os meus ombros
Que espanta como o vento os meus assombros
E é Deus quem me alimenta na corrida

A Vida tem de bom a sobrevida
Que existe em cada ponto da cidade
No instante em que a nossa humanidade
Esforça-se em achar uma saída

Por crer que existam outros horizontes
Além desse lugar e dessas pontes
Que elevam a tristeza adormecida

Seguimos esperando na esperança
Que a fé tudo renova, é uma criança:
A Vida tem de bom a própria Vida

Prévia do EP “Doxologia” no Myspace

Postado em Música, Penso, logo escrevo às Agosto 29, 2007 por lucassouza

Ouça uma prévia do EP em www.myspace.com/lucassouza
A faixa é número 4 do CD, e se chama “Vós, Criaturas de Deus Pai”. Mais infos sobre essa música você encontra aqui mesmo nesse blog, nos outros posts sobre o “Doxologia”.

Abraços!

 Lucas Souza
29.08.2007

Pré-venda - “Doxologia”

Postado em Penso, logo escrevo às Agosto 27, 2007 por lucassouza

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Olá gente, bom dia!

Vocês já podem adquirir o EP “Doxologia” e nossos outros CDs no site da nossa loja virtual e selo, a Farol Music. Acessem www.farolmusic.com e confiram! Conseguimos disponibilizar meios práticos de pagamento, como Visa, Visa Electron, BB Office Bank e Boleto Bancário. A loja possuiu o mais moderno sistema de segurança para compras virtuais, e sem dúvida você poderá fazer a sua compra com tranquilodade.

Acredito que essa iniciativa será um braço importante do nosso ministério, principalmente para as pessoas de vários estados do Brasil que querem mas não encontram nossos discos nas lojas, e sempre me cobram isso através de e-mails, mensagens de orkut, etc.

No mais, um abraço em todos,

Naquele que firmou nossos pés na Rocha,

Lucas Souza
27.08.2007

Gravação EP “Doxologia” - Ao Vivo - dia 01.07.07

Postado em Penso, logo escrevo às Junho 19, 2007 por lucassouza

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Imagem by: Carlos Martins
              
              
Dia primeiro de Julho, Lucas Souza e banda gravarão um EP ao vivo, no Galpão da Igreja em Vitória, na cidade de Vitória – ES. Serão seis hinos antigos reproduzidos numa roupagem moderna e uma música inédita de autoria de Lucas Souza. Para quem quiser participar, acontecerá um ensaio geral no domingo dia 24.06, (no mesmo local da gravação) às 19 horas, onde será apresentado o projeto, a história dos hinos e as músicas aos participantes. A gravação ocorrerá do domingo posterior ao ensaio, dia 01.07.07, às 19h.
                            
 
Em resumo, o EP se chamará “Doxologia”, que é o termo dado para a finalização que os cristãos antigos davam às orações, cânticos e cultos. Resumidamente, no original em grego a palavra significa glorificação ou então palavras sobre a glória. É historicamente uma declaração de adoração ao Deus Trino, algo como: “Glórias ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo, amém”. 
                             
 
Dentre as canções que serão gravadas por Lucas Souza e banda estará a canção que dá nome ao EP, “Doxologia”, de autoria de Thomas Ken (1637-1710 – Letra) e Louis Bourgeois (1510-1561 – Música), que diz:
                       
 
“A Deus supremo benfeitorVós anjos e homens daí louvorA Deus o Filho, a Deus, o Pai,E ao Santo Espírito Glória dai… Amém”.
                     
Para quem não sabe, um EP (extended play) é o nome dado a uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (singles) e muito curta para ser classificada como álbum. Normalmente, um álbum tem oito ou mais faixas e tem duração variando entre 30 e 60 minutos; um single tem uma ou duas faixas e uma duração típica de 5 a 15 minutos; um EP tem entre quatro e oito faixas e duração de 15 a 35 minutos.
                     
Alguns artistas preferem chamar os EPs de mini-álbuns para dar um significado maior ao seu trabalho ao invés de ser classificado apenas como mais um aditivo em sua discografia.
                   
A grande novidade referente a esse trabalho é que este EP será vendido a um preço muito acessível, de R$5,00 reais. Esta iniciativa, além de reacender e espalhar as mensagens impactantes que os hinos carregam, visa ser uma forma a mais de combater a pirataria e a grande quantidade de downloads ilegais via internet. A compra do “Doxologia” inicialmente poderá ser feita nas ministrações da banda pelo país e também pela pela internet, através da loja virtual da Farol Music (selo do próprio Lucas), que entrará no ar dentro em breve, e estará disponível em www.lucassouza.com.br .
                 
 
Para maiores informações, escreva para contato@lucassouza.com.br
                                      

Jesus e a metáfora da luz

Postado em Penso, logo escrevo às Maio 3, 2007 por lucassouza

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(ainda sobre Estrela da Manhã…) 

Desde a criação do mundo a luz é o símbolo da vontade de Deus aos homens. No início das coisas, onde uma Voz sem fim ecoou na largura silenciosa do universo, foi feito separação entre luz e trevas, por agradar-se o Arquiteto da luz. Ali, logo no primeiro dia, foi  estabelecido o critério que faria separação entre tudo e todos, segundo a ciência Deus. 

É diante da vida-história bíblica que podemos perceber que a metáfora da separação entre luz e trevas personalizou a direção tanto dos dramas da alma quanto das motivações dos passos das criaturas celestiais e dos homens, desde o princípio de tudo até o dia que se chama hoje.  

Veremos Lúcifer (Isaias 14:12), que era o “portador da luz” segundo o próprio significado do seu nome, mas que por querer ser como Deus foi tombado dos céus, e recebeu como morada as densas trevas.  

Veremos Adão e Eva, que habitaram o melhor lugar de se viver que já houve na terra, mas que por estarem envergonhados de sua desobediência, esconderam-se nas trevas para não serem vistos pelos olhos luminosos de Deus. Mal sabiam eles que o Criador nunca deixou de vê-los como nus, visto que dos homens Ele vê o coração que, quando revelado, arranca toda máscara, mesmo que estejamos cobertos por “folhagens” e argumentos de autodefesa. 

Veremos Caim e Abel (Gênesis 4:1-7), filhos de Adão. O primeiro, Caim, foi um agricultor, lavrador de terras, e o segundo, Abel, foi um pastor de ovelhas. No dia de trazerem ofertas diante do Senhor, Abel trouxe o melhor das primícias do seu rebanho, o que agradou a Deus, enquanto Caim trouxe apenas exemplares comuns dos frutos da terra. Enquanto Abel quis agradar a Deus com o melhor que possuía, Caim queria apenas passar pela obrigação desse encontro, levando qualquer coisa como se o Criador fosse qualquer um. O que me fica claro é: enquanto a motivação do coração de Abel era luz, a de Caim era trevas. E o restante dessa história nos deixa isso bem claro.  

Veremos Saul e Davi. Dois reis de Israel que tiveram ambos a mesma oportunidade, a mesma unção e a mesma porção de autoridade, sentando-se os dois no mesmo trono. Todavia o coração de Saul era trevas, visto que baseava seu domínio em invejas e perseguições, lutando desesperadamente contra a vontade de Deus, chegando ao ponto de consultar uma feiticeira ao invés de ouvir a voz dos profetas, e sendo atormentando por demônios que o enchiam de agonia. Saul tornou-se a personificação de um homem infeliz, iracundo e doente.  Davi, entretanto, crescia como um sujeito de honra, preparando-se para seu destino divinamente prescrito. Desde criança aprendeu a colocar o Senhor à frente de todas as suas lutas, e por isso não temia seus inimigos. Onde todos olhavam para trás, ele erguia a cabeça e lutava, visto que sabia quem era por ele. Ao final de sua vida, tendo sido o maior rei de Israel, e mesmo sofrendo derrotas e frustrações, como qualquer outro ser humano, Davi foi chamado de “o homem segundo o coração de Deus”. Inegavelmente, seu coração era luz. 

Jesus, representado como a Estrela da Manhã, é metáfora da luz encarnada no homem, e nos fala a respeito daquele que em si é a síntese da Verdade. Ele não faz negócios com as trevas, até mesmo porque o simples instante da sua presença “corrói a escuridão”, como gostamos de cantar. Não existe nenhuma crise política diante de Jesus, não existe nenhum argumento que possa fazer alguma diferença. Ele é a Verdade, e a Verdade não faz business, nem mesmo merchandising. A Verdade não precisa de publicidade, porque ela é tudo em si mesma, e não corre atrás dos outros. Não precisa de clientes. Não precisa de membros. Não precisa de crédito. Ela é. É o Eu Sou encarnado, ressurreto e ponto final.  

Acredito haver aqui uma grande sinalização da real importância do coração e das suas motivações diante de Deus. Ele, que é o Senhor de todas as coisas, olha o coração. Ele vê o que não vemos. Ele valoriza o que não valorizamos. Afinal, Ele não faz parte do nosso código moral. Ele não está interessado nos outdoors, nas placas ou nas fachadas do homem. O negócio dele é outro.  

O que eu sou? Ou o que eu deveria ser? Para que eu vivo ou viver por quê? São questões que fazem todo sentido quando estamos diante do brilho da Estrela da Manhã. Ela ilumina o homem para que o homem possa ver do que é feito, para que possa enxergar-se a si mesmo, e assim entender o propósito divino para seus passos, e então guiar-se por onde bem quiser, ciente da responsabilidade pessoal de ser um indivíduo único diante de Deus, ciente que apenas a esse Deus único prestará contas de seus atos, de seus passos e de seus rastros.  

Nós precisamos ser conscientes de nós mesmo diante de Deus. Precisamos saber que somos feitos de barro e de pecado, e que toda pretensão nossa de auto-justificação baseada na auto-santificação será simplesmente uma medonha manifestação da face de Lúcifer em nós. Uma tentativa a mais de pular do pináculo quando deveríamos simplesmente repreender ao inimigo, e não tentar o Senhor nosso Deus.  

A Estrela da manhã ilumina o homem para que ele saiba se pôr em seu lugar. Para que ele se enxergue. Para que ele não cometa o suicídio espiritual de se achar como Deus, em vários aspectos, sendo talvez o mais grave deles o achar-se o grande porta-voz da Verdade na terra, pensando que toda sentença insensata que sai de sua boca “em nome de Jesus” tornar-se-á Palavra e Revelação para todo homem. São estes os homens que, sem temor algum, aproveitam-se do medo da maioria para fazer valer suas profetadas diante dos que não vêem a Luz do Mundo.  

Enfim, a Estrela da Manhã sobre o homem que ama a Deus tem o efeito do mais importante dos remédios: o Semancol. É um grito de “Se toca” ou de “se enxerga” para quem deseja encontrar-se diante do Criador.  

Essa separação entre luz e trevas continua sendo feita agora dentro de nós. Ela diferencia Saul de Davi hoje, e continuará diferenciando até o dia da volta de Cristo, para que no dia do Juízo apenas, e apenas lá e não agora, saiba-se quem é Joio e quem é trigo, e seja feita, então, depois de milhares de anos, mais uma vez separação entre luz e trevas.  

E foi-se a tarde e a manhã do dia primeiro! 

Um abraço em todos, 

Lucas Souza